terça-feira, 22 setembro , 2026

Orquestra de Baterias de Florianópolis celebra 13 anos com repertório de Queen a CPM 22

A Orquestra de Baterias de Florianópolis chega à 13ª edição reunindo cerca de 400 músicos de sete estados brasileiros em um espetáculo que transforma a bateria em protagonista. O evento reúne participantes entre um e 78 anos de idade e apresenta um repertório que passeia por clássicos do rock internacional e sucessos da música brasileira, reforçando a proposta de integração entre diferentes gerações, estilos e níveis de experiência.

Criada em 2013 durante a Maratona Cultural de Florianópolis, a iniciativa se consolidou como um dos maiores encontros de bateristas do país e voltou a reunir músicos de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Ceará e Mato Grosso do Sul.

Diversidade marca o encontro

Entre os inscritos deste ano, 120 participam pela primeira vez, enquanto 260 retornam após viverem a experiência em edições anteriores. Há inclusive músicos que nunca deixaram de participar desde a criação da orquestra.

Além da diversidade de idade, o encontro reúne profissionais e iniciantes, bateristas ligados ao rock, heavy metal, gospel, sertanejo, música brasileira e pop. Outro destaque é o crescimento da participação feminina, que já representa quase 30% dos integrantes.

O baterista Thales Stipp, participante há vários anos, destaca que a proposta democrática é um dos principais atrativos.

“O que sempre me fez voltar foi a vibe e o negócio de ser muito democrático. Vai da criancinha de 3, 4 anos até a senhora de 84.”

Segundo ele, o evento também movimenta Florianópolis.

“O impacto cultural é gigantesco. Traz turismo, traz as pessoas para Floripa.”

Projeto transforma bateria em protagonista

O idealizador e um dos regentes da orquestra, Alexei Leão, explica que a proposta nasceu justamente para fazer algo incomum.

“A bateria como protagonista não é comum. Quando esse monte de baterias toca junto, cria uma massa sonora rara. As pessoas sempre se emocionam porque é uma experiência muito forte.”

Segundo Alexei, um dos diferenciais do projeto é permitir que familiares e amigos compartilhem o palco.

“O baterista normalmente toca sozinho dentro de uma banda. A orquestra cria esse momento de tocar junto com um amigo, com a esposa, com o marido, com os filhos. É uma grande confraternização.”

Ao longo de mais de uma década, o encontro passou a receber participantes de diferentes regiões do Brasil e também convidados internacionais, fortalecendo Florianópolis como referência para bateristas.

Repertório reúne clássicos do rock e sucessos nacionais

O espetáculo deste ano apresenta versões para bateria de músicas conhecidas do público, entre elas:

  • Song 2 (Blur);
  • Crazy Little Thing Called Love (Queen);
  • Symphony of Destruction (Megadeth);
  • Highway Star (Deep Purple);
  • Heart-Shaped Box (Nirvana);
  • Tarde de Outubro (CPM 22);
  • Admirável Chip Novo (Pitty);
  • Uprising (Muse);
  • Try (Pink);
  • Levitating (Dua Lipa);
  • How You Remind Me (Nickelback);
  • What’s Up? (4 Non Blondes);
  • Remedy (The Black Crowes);
  • We’re Not Gonna Take It (Twisted Sister).

Um dos destaques será a execução de Acordar, da banda catarinense Um Quarto, valorizando a produção musical local dentro de um repertório que reúne diferentes gerações do rock e da música pop.

Experiência acompanha músicos ao longo da carreira

A trajetória de Thales Stipp ilustra o impacto do projeto. Morador de Florianópolis por 12 anos, ele iniciou a carreira na cena independente da cidade e atualmente integra a banda do cantor Di Ferrero, além de ter apresentação prevista no Rock in Rio em setembro.

Mesmo com a carreira profissional em expansão, o músico continua participando da Orquestra de Baterias.

Para Alexei Leão, essa convivência entre diferentes estilos musicais representa a essência do projeto.

“Tem quem toque pop, gospel, metal, sertanejo, música brasileira. Quando todo mundo toca junto, isso deixa de importar. Vira uma massa sonora unida.”

Serviço

A 13ª Orquestra de Baterias de Florianópolis é realizada pelo Instituto Maratona Cultural, com apoio cultural da Ibagy e Hurbana – Cidade para as Pessoas.

O evento conta com patrocínio da Fundação Franklin Cascaes, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e da Prefeitura de Florianópolis, além de incentivo da ICRH e Tigre, via Programa Estadual de Incentivo à Cultura.

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